Domingo, 5 de Julho de 2009

Arroz de Mariscos para Altas Quintas Crescendo Branco 2007

Primeiro, arroz de mariscos... porque detesto o termo "arroz de marisco" aplicado a todos os arrozes que levam mariscos (e delícias do mar, blarghhh). Este foi feito com ameijoas, mexilhões e camarão, apenas.



Para um Altas Quintas Crescendo Branco de 2007. É um vinho que já tinha provado algumas vezes, mas que aparece algo prejudicado na relação qualidade/preço. Contudo, a necessária rotação de stocks permitiu que o preço baixasse para os € 5,99 (contra os € 7,89 que custa normalmente) na prateleira de um supermercado. É um vinho interessante, um alentejano feito a 600m de altitude, fresco, com muitas notas de fruta, simples, mas bem feito. Nota pessoal: 15,3. E venha a edição de 2008.

Sábado, 4 de Julho de 2009

Polvo no Forno para Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco 2004

O vinho branco Garrafeira da Quinta das Bágeiras é incontornável no universo dos vinhos brancos Portugueses. Aqui no blog, já apareceram as edições de 2001 e 2005.

Um dos melhores acompanhamentos que conheço para este vinho é um Polvo à Lagareiro.



Este foi cozido e levado ao forno num tabuleiro com azeite e alho esmagado, com batatas e feijão verde, com apenas um toque de pimenta preta.



Quanto ao vinho, depois de quatro anos na garrafa e de um estágio em madeira usada (o famoso Tonel 23, referenciado aqui), apresentou-se muito limpo, com um belo tom amarelo médio (gostei - tom definido por Aníbal Coutinho no seu guia de vinhos de 2007), muito bem marcado pela madeira e com uma excelente acidez. Cheio na boca, os 13º de álcool passam despercebidos. Tem um final longo e complexo. Claramente um branco de guarda que só agora se começa a mostrar. Nota pessoal: 17,5.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Um Entrecosto de Porco Preto em Reserva na Fraga da Galhofa de 2005

O título do post quase que cheira a repost...

Na verdade, depois de ter provado o Fraga da Galhofa 2006 (nem precisa de link, é o post anterior), tive curiosidade em provar o Fraga da Galhofa Reserva 2005.

Para esse vinho, construí um entrecosto de porco preto no forno. Barrei a peça do entrecosto com alho, azeite, pimenta preta esmagada e vinagre balsâmico. Levei ao forno pré-aquecido a 150º C e deixei alourar/assar/cozinhar (o entrecosto de porco preto tem muita gordura) na companhia de um pouco de vinho branco. Convém ir vigiando o forno, Just In Case).

Para acompanhamento, limitei-me a fazer uns feijões vermelhos já cozidos, que levei ao tacho depois de ter adicionado um pouco do molho do entrecosto e cravinhos.

Quanto ao prato, devo dizer que o entrecosto de porco preto, apesar da gordura é muito saboroso, feito assim; o feijão ficou num belo ponto de cozedura, untuoso e "cravinhoso".



O Fraga da Galhofa Reserva 2005 apresentou-se bem educado no nariz, mais complexo que o colheita 2006. Na boca, a "escorregar", muito fino, mas a não denunciar os 13,5º, graças ao equilíbrio geral deste vinho. Gostei, é um vinho interessante, bem feito. Nota pessoal: 15,8.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Um Lombo de Porco na Fraga da Galhofa

O lombo de porco nem é das peças do bácoro que mais gosto. Ainda assim, lembro-me sempre daqueles lombos no forno que muitos restaurantes servem nos almoços de Domingo, feitos no forno e cheios de acompanhamentos...

Este lombo foi feito depois do meu amigo (e virtual contributer deste blog) Gus me ter sugerido que provasse o Fraga da Galhofa 2006 (que amavelmente me ofereceu).

Porquê a associação? Porque o Fraga da Galhofa é um vinho do Douro feito sem grandes pretensões e vendido a um preço muito cordato (presumo que pouco mais de € 3,00 a garrafa), o que o "atira" directamente para uma potencial escolha num almoço de Domingo, com a família.

Assim, num tacho, deitei cebola finamente fatiada, azeite e deixei em lume brando; juntei um pouco de pimento vermelho, sal, bacon em pedaços, pimenta em grão e deixei estufar. Juntei o lombo e fui virando até estar selado. Adicionei um pouco de vinho branco e deixei a cozer lentamente. Noutro tacho deitei batatas e couve branca a cozer. Quando a carne estava macia levei o conteudo do tacho a forno pré-aquecido a 210º C, para alourar o bacon e o lombo...




Quanto ao Fraga da Galhofa, é feito nas encostas da Ribeira Teja, Freguesia de Poço do Canto, na Meda, com Touriga Franca, Tinta Roriz e Bastardo. No nariz tem aromas de lagar e alguma fruta bem madura. Na boca é agradável, mantendo as notas de engaço e lagar; tem um final médio e apenas 12,5º. Um vinho muito bem feito, se se levar em linha de conta o preço. Não suscita grandes reflexões, mas também não deixa ninguêm indiferente. Nota pessoal: 15.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Pina - R.I.P.



no words...

Variações sobre um HamBurger



Para o Ham, pedi no talho para picarem vitela da vazia, temperei com um pouco de sal marinho e compus em bifes altos com cerca de 180 g. Grelhei com um fundo de manteiga.

Para o molho, deixei uma cebola a suar em manteiga, juntei orégãos secos, pimenta partida, pimento confitado em azeite com um toque de vinho do porto, um dente de alho esmagado e sumo de laranja; deixei em lume muito brando até o molho reduzir. Juntei natas, salsa picada e um pouco de vinagre balsamico; desliguei o lume e fui mexendo o molho.

Para o acompanhamento, umas simples batatas assadas com a casca e servidas a murro com um fio de azeite.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Quinta de Cabriz Encruzado 2008



Há três semanas atrás provei pela primeira vez o Encruzado 2008 da Qunta de Cabriz. Na altura achei o vinho muito fechado e dei-lhe uma classificação pessoal de 15,5. O vinho tinha-se apresentado algo confuso, longe do que eu esperaria, ainda mais, depois de ter provado em Dezembro passado a edição de 2007. Entretanto, fui vendo o vinho a ser notado com 16,5 (pelo Miguel) e obviamente quis voltar a provar. Refresquei a garrafa, decantei e servi; curiosamente (ou não) o vinho parecia outro. Apresentou-se bem no nariz, muito jovial e fresco na boca, com a madeira bem integrada, a demonstrar o potencial que já lhe tinha adivinhado. Reformulo a nota pessoal: 16. Parece-me que estará excelente para o Bacalhau da Consoada...

Sobre o Encruzado, ler mais aqui.

DSF - Moscatel Roxo Rosé 2008



Domingos Soares Franco, o brilhante enólogo da ilustre Casa José Maria da Fonseca tem um portfólio invejável na sua "Colecção Privada". Nos rosados, já tinha feito o Moscatel Roxo em 2007, muito bem recebido e o Malbec Clarete em 2008...

Este rosado Roxo de 2008 surpreende por ser uma bela bomba de fruta, ainda mais que o 2007; tem todos os atributos da casta, muita pujança, muita elegância... Tudo em grande equilíbrio. Nota pessoal: 16,8.

Domingo, 28 de Junho de 2009

4º Dado



Podia ser o primeiro (2000), o segundo (2001, o terceiro (2003) ou o quinto, já DODA, mas este é o quarto.

Fruto de ideias antigas (algumas quase se calhar, inconfessáveis), só no ano de 2000 é que Dirk Van Niepoort e Álvaro de Castro completam um sonho de Rolf Niepoort; um casamento do Douro (de vinhos de mesa) com o Dão (do tourigo quase omnipresente).

Dirk é um visionário no Douro; Álvaro é Mr. "Touriga Nacional". Das vinhas destes enormes produtores nasce o antigo sonho de Rolf, corporizado no dado, com um rótulo de vinho de mesa(?) e uvas das Quintas de Nápoles (Douro) e da Pellada (Dão).

Na edição de 2004 (o ultimo dado), o vinho ainda é uma circunspecta criança, de calções.

O vinho é absurdamente elegante no nariz, muito elegante na boca; elegância é mesmo a palavra que define este baluarte dos vinhos de mesa portugueses (lol). Se há mais Dirk ou Álvaro, nem sei, o vinho respira saúde e vontade de descansar em cave, mas a gostar desde já de se afirmar como um dos grandes tintos portugueses (nota pessoal:18). Mais informação aqui.

Chili de Azuki Para Tirar Teimas

Já tinha dito num post abaixo que o feijão azuki, "rulles" na Blogosfera; na sequência desse post (está abaixo), a Isabel diz que fez um "chili com carne" (deve ser o equivalente Mexicano ao nosso cozido) e usou esse feijão... Resultado, o seu "provador oficial", desdenha o feijão e refere que o nosso tuga feijão vermelho é mais saboroso. Então a Isabel sugere que faça o meu "chili com carne" e que use o feijão azuki... ah, e já agora, falar do feijão. Nada mais simples...



Deitei um fundo de bom azeite num tacho, juntei cebolinhas novas quase picadas e deixei em lume brando até a cebola estar transparente; juntei vitela picada (pedi no talho para picarem um pouco duma peça do cachaço), polpa de tomate, um pouco de whisky, malagueta cortada fina (sem sementes) e deixei a estufar. Adicionei pimenta preta moída, cominhos e um pouco de pimentão doce seco em pó. Juntei o feijão azuki, envolvi tudo e deitei num tabuleiro; levei ao forno pré-aquecido a 170º C para acabar de cozer e harmonizar sabores.




Em conclusão, dou razão ao "provador oficial" (filho) da Isabel...